Momento de análise é um programa gerado na Rádio Criatividade-Recife-PE, que vai ao ar todas as quintas-feira, as 09:00 hs, conduzido pelo Psicanalista Gilson Tavares.

Um espaço para refletir sobre a vida, sobre o sentido do existir, sobre os males da vida cotidiana e sobre a vida na sociedade contemporânea.

Discutindo e refletindo temas comportamentais e do desenvolvimento humano: dos diversos transtornos... que causam os sofrimentos psíquicos, além das problemáticas inerentes ao existir humano, recebendo como convidados: profissionais das áreas da psicologia, da psiquiatria, da psicanálise, da neurologia e de outras áreas das ciências humanas.

Você também pode participar, não apenas como ouvinte, mas interagindo com o programa. Através do email momentodeanalise@bol.com.br, você pode
dar sua contribuição, fazendo comentários a respeito de temas em questão, ou sugerindo temas para reflexão.

Espero a sua participação!
Gilson Tavares

domingo, 23 de dezembro de 2012

A difícil, mas necessária arte de se relacionar







Na concepção de Vygotsky, educador russo, todo ser humano se constitui um “SER” pelas relações que estabelece com os outros seres humanos.

E, talvez, o maior desafio no relacionamento com o outro não seja a compreensão do outro, mas a compreensão de si mesmo.

Para Durkheim, um dos maiores pensadores da sociologia, o homem é humano porque vive em sociedade e, para adquirir essa humanidade, é indispensável superar-se, dominar as próprias paixões, considerar outros interesses que não os próprios.

Quanto mais sabemos sobre o comportamento alheio, melhor compreendemos a nós mesmos. (Skinner)
Por que ?

Vemos o mundo como está o nosso estado emocional e não como realmente ele é.
Vemos no outro aquilo que está nos incomodando.

No trato com o outro, precisamos, ao mesmo tempo, ter a noção de que lidamos com alguém diferente de nós, com uma história de vida diferente da nossa, com expectativas diferentes das nossas, mas que também, sente como nós, ama como nós e tem sonhos como nós.

O ser humano tem um mundo interior tão rico em representação simbólica, que o que determina a forma dele agir e interagir diante do mundo externo é a forma como ele interpreta esse mundo externo, balizado pelas suas representações interiores.

Na interpretação da sua interação com o mundo exterior, e da sua relação com o outro, o ser humano se depara com um outro SER ao mesmo tempo tão igual e tão diferente dele mesmo, precisando aprender a lidar com todo o conflito gerado pelas identificações que faz com esse outro e pelos sentimentos escondidos nos recantos mais sombrios da alma, e que são despertados nessa relação com o outro.

Podemos consolidar ou potenciar a nossa inteligência emocional se formos capazes de:

Reconhecer as emoções das outras pessoas.

Colocarmo-nos no lugar das outras pessoas para identificar e entender os seus desejos e sentimentos, com o objetivo de responder ou reagir adequadamente e na base do interesse mútuo.

Mais do que servirem para destacar as diferenças entre cada ser e a impossibilidade de se tornarem seres iguais, e assim incapazes de conviverem, os conflitos gerados na relação com o outro podem, e devem, ser aproveitados como ferramentas de transformação e como oportunidades de auto-conhecimento e crescimento pessoal.

Para que os conflitos se convertam em ferramentas de transformação, algumas palavras precisam ser incluídas de forma sublinhada e negritada em nosso vocabulário, entre elas:
a tolerância;
a flexibilidade;
o perdão;
a aceitação do outro como um ser imperfeito, aliais, reconhecer que também não somos perfeitos;
aprender a enxergar verdadeiramente o Outro, e não apenas o que nos incomoda no outro;
enxergar além das divergências;
aprender que, na maioria das vezes, as pessoas erram na tentativa de acertarem;
aprender a Escutar o outro;
aprender que podemos discordar das opiniões sem precisar discordar das pessoas, e que também, podemos aceitar a opinião do outro, sem a necessidade de nos sentirmos diminuídos por isso;
aprender que nem sempre é necessário encontrar um culpado;
aprender que só podemos mudar o outro buscando primeiro a nossa mudança.

A competência emocional de um indivíduo reflete diretamente na qualidade de suas relações interpessoais e no desempenho de suas funções laborais.

Baixe o áudio desse programa, que foi ao ar no dia 22.11.2012.Parte 1
 
Baixe o áudio desse programa, que foi ao ar no dia 22.11.2012.Parte 2

Escute o programa - Parte 1



Escute o programa - Parte2


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