Momento de análise é um programa gerado na Rádio Criatividade-Recife-PE, que vai ao ar todas as quintas-feira, as 09:00 hs, conduzido pelo Psicanalista Gilson Tavares.

Um espaço para refletir sobre a vida, sobre o sentido do existir, sobre os males da vida cotidiana e sobre a vida na sociedade contemporânea.

Discutindo e refletindo temas comportamentais e do desenvolvimento humano: dos diversos transtornos... que causam os sofrimentos psíquicos, além das problemáticas inerentes ao existir humano, recebendo como convidados: profissionais das áreas da psicologia, da psiquiatria, da psicanálise, da neurologia e de outras áreas das ciências humanas.

Você também pode participar, não apenas como ouvinte, mas interagindo com o programa. Através do email momentodeanalise@bol.com.br, você pode
dar sua contribuição, fazendo comentários a respeito de temas em questão, ou sugerindo temas para reflexão.

Espero a sua participação! VÍDEOS SEMANAIS!
Gilson Tavares

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Escolhas e caminhos - Momentos de análise 13.09.12

Escolhas e caminhos : para onde conduzimos a nossa vida 

 

Baixe o áudio desse programa, que foi ao ar no dia 13.09.2012. Parte 1



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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Saúde emocional - Momento de análise 30.08.12

Saúde emocional: a busca do equilíbrio



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domingo, 12 de agosto de 2012

O que lhe faz feliz ? - Momento de análise 09.08.2012


Você é feliz ?

Do que depende a sua felicidade ?

Um bom emprego ? uma casa na praia ?  um carro novo ?

Você procura a felicidade dentro ou fora de você ?

Por que nos preocupamos tanto com a questão do ser feliz ?

Você acredita que existe realmente uma situação de felicidade completa ?

Ou que a vida é feita de momentos de felicidade ?

A questão da busca da felicidade é algo tão essencial que escutamos constantemente que “o ser humano nasceu para ser feliz” e isso torna-se quase uma obrigação, ou mesmo uma obsessão.

Existem pessoas que são tão obcecadas na busca dessa tal felicidade completa que, para isso, são capazes dos atos mais impensados.

Existem pessoas que, mesmo nos momentos em que deveriam está felizes, ficam tão preocupado em se estão se divertindo ou não, se estão felizes ou não, que acabam realmente não curtindo o momento, e deixando passar o que poderia ser um momento de felicidade.

Na nossa cultura atual, que valoriza de forma excessiva o consumo, a felicidade está muito atrelada ao ter, ao possuir bens econômicos, a ter os último lançamentos da moda, do mundo eletrônico, e por aí vai.

Segundo artigo da revista Mente e cérebro, os artigos caros podem deixá-lo mais satisfeito, mas não tornam a vida mais feliz. A empolgação de comprar um carro esportivo novo ou uma TV de plasma de 50 polegadas desaparece rapidamente. É a ciência comprovando que ter dinheiro ajuda, mas não basta. É preciso ter outros valores para poder tornar a vida mais satisfatória.

E essa busca incessante por se sentir feliz acaba boicotando o que é realmente ser feliz. Quem pensa em construir o seu bem-estar baseado em consumir, nunca vai poder está satisfeito com a sua vida, pois sempre haverá algo que ele não possui. Quem vive se analisando, se está feliz ou não, com a vida que tem, também acaba não encontrando motivos para se sentir feliz com a sua vida.

Mas afinal, o que é ser feliz ?

Talvez, devamos perceber que o ser feliz é algo que deve está dentro de nós, e não em algo que seja externo a nós.

Ser feliz é se sentir bem com a vida que tem. É valorizar mais os pontos positivos do que os pontos negativos das situações vivenciadas.

Cientistas acreditam que um senso de bem-estar pode reduzir fatores de risco que induzem a doenças cardíacas, como alta pressão sanguínea e colesterol elevado.
Segundo estudos, pessoas felizes e otimistas, além de enfrentam menos risco de sofrerem doenças cardíacas, também têm menos riscos de sofrerem derrames.

Para especialistas, a infelicidade e o pessimismo podem ser uma questão de hereditariedade e da genética, mas, assim como a obesidade, a diabete, a hipertensão, entre outras, a tendência para ter tais característica não significa necessariamente que essas características venham a ser desenvolvidas. É necessário então, mesmo que exista uma herança genética com características para o pessimismo, que a pessoa lute e que busque ajuda profissional, no sentido de encontrar valores internos que contribuam para a construção de uma vida mais satisfatória e feliz.

É constatado também que, as pessoas que enxergam a vida e o mundo com um olhar positivo, tendem a contribuir para a construção de ambientes e situações com resultados positivos, em todas as áreas da vida, enquanto que, pessoas que só enxergam os pontos negativos: nas pessoas, nas situações e na vida, também contribuem para a construção de resultados negativos em todas as áreas da sua vida.

Para ter uma vida mais satisfatória, é necessário também saber que a vida é feita de momentos felizes e também de momentos difíceis. Segundo estudo, emoções negativas melhoram nosso jeito de lidar com o mundo. A raiva nos prepara para lutar, o medo nos ajuda a fugir de ameaças e a tristeza nos leva a ficar atento aos detalhes e a buscar soluções.

Algumas atitudes podem ajudar para que possamos ter uma vida mais satisfatória:

Saber que a felicidade não se encontra no fim do caminho, mas, durante a caminhada;

Saber que é essencial ter um tempo para si mesmo, para olhar para dentro de si, e para encontrar as mudanças que precisa colocar na sua vida;

Saber a diferença entre ter o que precisa para ter um bem-estar na sua vida e precisar consumir apenas por consumir, para poder colocar sentido na sua vida;

Manter uma alimentação saudável e praticar atividade física;
Trabalhar a autoestima, saber que é capaz de realizar os seus sonhos, mas não ficar no sonho, partir pra luta;

Descobrir o que lhe faz bem e se esforçar para se manter nesse caminho;

Fugir do perfeccionismo;
Deixar que a vida siga o seu curso natural, sem ter a pretensão de ter controle sobre as situações;

Manter um equilíbrio nas suas atitudes, evitando sempre as atitudes extremas;

Colocar mais espiritualidade na vida, independente de qual seja o credo religioso.

Ampliar os seus ideais, criando novos horizontes e realizações

Ter um propósito para a sua vida, colocando sentido e motivo para acordar todos os dias. 

Trabalho voluntário cumpre muito bem esse papel.

E finalmente, assumir a responsabilidade pela própria vida. Saber que a sua felicidade não depende de ninguém, apenas de você mesmo.

A sua vida depende de você. Depende do que você fizer com ela.

Então, o que está esperando ? mexa-se.

Descubra o que lhe faz bem, o que lhe faz feliz, o que você quer construir para a sua vida, e parta pra luta.


Escute esse programa, que foi ao ar no dia 09.08.2012




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Gilson Tavares











 

 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A quem o perdão liberta ? - Momento de análise 02.08.2012

No programa anterior falamos sobre a justiça, o perdão e a obsessão pela vingança, e o quanto essa obsessão pode ser destrutiva na vida daquele que busca esse caminho.
Hoje, vamos falar um pouco sobre o perdão.
Perdoar é libertar. E a quem o perdão liberta ?
Muitas vezes, aquele que nos causou algum mau nem lembra mais do que fez, e nós continuamos alimentando sentimentos de ódio e vingança, tornando-nos pessoas amargas e de mal com a vida. E o pior, as vezes carregamos pela vida afora, mágoas por situações que as pessoas nem sequer perceberam que nos machucaram.
Então, quando perdoamos alguém por algo que nos machucou, a quem realmente estamos libertando ? ao outro, que sequer lembrava mais do ocorrido ? ou a nós mesmos ? que nos libertamos do sentimento de ódio e vingança ?
E o autoperdão ? como estamos lidando com a nossa própria culpa ?
Nada provoca mais sofrimento e angústia do que quando não nos perdoamos por algo que nos sentimos culpados.
Na verdade, o nosso maior acusador somos nós mesmos, quando nos cobramos uma perfeição que não temos, e, dessa forma, não conseguimos manter um bom relacionamento com a  gente mesmo, também refletindo nas relações com as outras pessoas, e, não conseguiremos construir uma vida que seja satisfatória e feliz.
Algumas palavras devem ser lembradas sempre, em relação a nós mesmos e em relação às pessoas do nosso convívio. São elas:
a tolerância;
a flexibilidade;                                                 
o perdão;
a aceitação do outro como um ser imperfeito, aliais, reconhecer que também não somos perfeitos; aprender a enxergar verdadeiramente o Outro, e não apenas o que nos incomoda no outro;
enxergar além das divergências; aprender que, na maioria das vezes, as pessoas erram na tentativa de acertarem;
aprender a Escutar o outro;
aprender que podemos discordar das opiniões sem precisar discordar das pessoas, e que também, podemos aceitar a opinião do outro, sem a necessidade de nos sentirmos diminuídos por isso;
aprender que nem sempre é necessário encontrar um culpado;
aprender que só podemos mudar o outro buscando a nossa mudança primeiro.
Mas, também não estou dizendo que perdoar é o mesmo que esquecer. Seria ingenuidade ou hipocrisia, perdoar e permitir que as pessoas continuassem a nos machucar. Podemos perdoar, libertando-nos da mágoa, mas, podemos perdoar sem permitir que continuem a nos machucar.
Podemos ceder à tentação do caminho mais fácil ... ou aceitar o desafio da superação, mas sempre sabedores de que somos seres sempre em construção, e que o único caminho que temos para desenvolver a inteligência emocional é praticando. Gilson Tavares (psicanalista e Consultor em Desenvolvimento de Pessoas)
A sabedoria superior tolera; a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa; a inferior condena. (Augusto Cury)
Escute esse programa, que foi ao ar no dia 26.07.2012

Parte1  

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Baixe o áudio desse programa, que foi ao ar no dia 12.07.2012.
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Gilson Tavares

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Justiça, vingança e obsessão - Momento de análise 26.07.2012


As novelas sempre retratam situações do cotidiano, e, muitas vezes, os autores colocam enredos que despertam em todos os mais variados sentimentos. Sem dúvida, o desejo de vingança é um dos sentimentos que mais afloram, diante de injustiças e atrocidades praticadas pelos vilões.

Segundo o biólogo Keith Jensen, do Instituo de Antropologia Evolutiva de Leipzi, Alemanha, a luta entre a reconciliação e o desejo de vingança é tão antiga quanto a civilização, e dura até os dias atuais.

Para especialistas, a vingança ativa as mesmas áreas no cérebro que são ativadas em atividades prazeirosas, que são chamadas de centros de recompensa.

Muitas vezes, a vingança ganha o nome de justiça, e as pessoas, dizendo estarem fazendo justiça, na verdade, estão alimentando o sentimento de vingança, e não raro, tornam-se capazes de atos até piores dos que motivaram o sentimento de vingança.

Na vingança, está embutido o desejo de fazer o outro sofrer, e em geral, segundo o psiquiatra Luiz Cuschnir, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, contém elementos de raiva, ódio e vergonha.

Para o psiquiatra Isaac Efraim, também de São Paulo, a mágoa é o maior combustível da vingança, e movida por esses sentimentos, a pessoa pode chegar ao estado de depressão e desenvolver verdadeira obsessão pela vingança.

Obsessão como temos acompanhado na novela global Avenida Brasil, onde a personagem transformou o seu objetivo de vida apenas em se vingar dos males sofridos na infância, para isso sendo capaz de passar por cima de todos os seus valores. Como também acompanhamos recentemente em outra novela: Insensato Coração, onde a personagem, machucada, e até indo para a prisão, por conta de atos criminosos do psicopata Léo, transforma-se de antes, uma pessoa honesta, trabalhadora e de bons sentimentos, numa pessoa capaz de atos semelhantes aos de seu algoz, chegando até a planejar homicídios. Tudo no intuito de conseguir a sua vingança.

Segundo Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, o sentimento de vingança é um sentimento emocional que pode gerar disfunções emocionais e até disfunções físicas.

Do ponto de vista emocional, o desejo de vingança pode provocar altos níveis de ansiedade, depressão, pensamentos obsessivos, compulsão e estresse. Do ponto de vista fisiológico, pode causar disfunções relacionadas à liberação de hormônios do estresse, que levam à problemas cardiovasculares e queda no sistema imunológico do organismo.

Segundo o psicólogo americano, Michael McCullough, foi através da vontade de perdoar que a humanidade conseguiu interromper longas espirais de violência provocadas pela vingança, e, como o ser humano está propenso a inevitavelmente cometer erros durante sua vida, nada mais normal que ter um pouco de flexibilidade para lidar com esses erros. Para ele, nós não poderíamos ter evoluído como espécie sem a capacidade de suportar alguns prejuízos de vez em quando.

Para especialistas, a melhor maneira de evitar problemas de saúde provocados pelo sentimento de vingança é incorporar o prejuízo e tocar em frente. E, a melhor maneira de lidar com esse sentimento é não alimentando a memória da dor.

Além do que, pela sensação de prazer sentido no ato da vingança, o ato de vingar-se pode tornar-se um vício. Esse é o grande perigo da vingança, a vítima tornar-se igual ao criminoso, segundo Marjorie Vicente, psicóloga paulista.

Os principais traços de personalidade de quem sempre procura a vingança diante dos males sofridos são: a baixa capacidade de tolerar frustrações; reação de raiva e inconformidade quando não atendido seus desejos; sentimentos de inferioridade; rancor e dificuldade em perdoar.

Alimentando desejos de vingança, o vingador distancia-se da sua própria índole, tornando-se igual, ou até pior, do que o que lhe cometeu algum mal. E para que os problemas, emocionais e fisiológicos, não se agravem, pelo acúmulo de sentimentos de vingança, é necessário exercitar o perdão e a compaixão.

As pessoas mais tolerantes, maduras e espiritualizadas conseguem lidar melhor com os sentimentos e afastar o desejo de vingança de forma mais fácil. Mas, Se não conseguir livra-se do sentimento de vingança e do rancor sozinho, torna-se necessário buscar ajuda profissional.

Algumas atitudes podem ser exercitadas para manter distante os sentimentos de rancor e o desejo de vingança: investir no autoconhecimento, aprendendo a controlar as emoções; trabalhar a autoestima, procurando gostar mais de sí próprio; não alimentar rancores; em vez de apedrejar, questionar as atitudes do outro.

E, acima de tudo, procurar está sempre de bem consigo mesmo.

Escute esse programa, que foi ao ar no dia 26.07.2012





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Gilson Tavares



 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O que faz a psicanálise diante das angústias contemporâneas ?


A psicanálise trabalha com o simbólico, buscando o verdadeiro sentido das atuações das pessoas diante das situações.
Nós somos movidos pelo inconsciente. A psicanálise trabalha com o subjetivo, com o não dito, com o escondido no inconsciente.

A psicanálise pode ser classificada como a mais abrangente forma de abordagem do acontecer humano.

O falar, na psicanálise, leva ao ouvir-se e ao aceitar-se. Através da fala, o inconsciente revela-se, revelando também as verdades escondidas.

Através da fala, o analisando encontra as suas próprias verdades, encontrando também a oportunidade de lidar com elas e de lhes dar novos significados.

A psicanálise favorece a revelação do inconsciente e das verdades do analisando, recebendo assim o nome de cura pela palavra.

Encontrando as suas verdades, encontra também as razões das travas que coloca na sua vida, tendo a oportunidade de buscar formas saudáveis de lidar com essas travas.

O sentido do sofrimento só pode ser encontrado por aquele que sofre, daí que, a psicanálise atua buscando, junto com aquele que fala, o sentido do seu sofrimento, para que, sabedor da causa do seu sofrimento, possa aprender a lidar com as causas do mesmo.

O saber sobre as suas verdades, oferece a oportunidade de dar novos significados à essas verdades, aprendendo a lidar com elas sem sofrimento, e aprendendo a responsabilizar-se por seus atos e por sua vida.

Buscar essa compreensão e o autoconhecimento exige decisão e coragem. Decisão de olhar para dentro de si e coragem para se enfrentar. Principalmente coragem para promover as mudanças necessárias na sua vida.

Aprendendo a se compreender melhor, aprende também a compreender ao outro; aceitando as próprias limitações, aprende também a aceitar as limitações do outro.

A “cura” na psicanálise, acontece quando acontece o aprendizado de formas mais saudáveis de lidar com as pessoas e com as situações, e , principalmente, formas mais saudáveis de lidar consigo mesmo.

Ao falar de si, e revivendo as situações que foram causadoras das suas angústias, o analisando não tem como modificar as situações vividas, mas tem a oportunidade de mudar os sentimentos em relação às experiências vividas, e que causaram e continuam causando sofrimento.

Sofrimento que muitas vezes é revelado através de sintomas. Pois, os sintomas revelam as verdades escondidas no inconsciente.

Os sintomas de grande parte das doenças fisiológicas, são o resultado conflitos inconscientes, que se fazem sintoma, para que o sujeito possa lhes dar a devida atenção. E, muitas vezes, o sentido por traz do sintoma, só aparece quando é decifrando através da escuta.

Os sonhos, que são a janela da alma, também são utilizados pelo inconsciente, para revelar as verdades do sujeito, que, quando para e analisa-los, acaba descobrindo mais sobre si mesmo.

A análise do inconsciente revela as verdades do verdadeiro EU contido no EU visível, que muitas vezes não podem ser  reveladas por conta da sua realidade, e que, só quando o sujeito resolve enfrentar essa realidade, ele consegue encontrar forças para olhar para as suas verdades.

Como a psicanálise leva à um melhor conhecimento sobre si próprio, leva também à mudanças que implicam em melhoria de qualidade de vida, e aplica-se, desde ao enfrentamento das angústias existenciais até a busca pelo sentido do viver, passando pelas depressões, síndrome do pânico, fobias, dependências químicas e as diversas psicopatologias.

Pode-se dizer que a psicanálise é a cura da alma. Quando o sujeito resolve enfrentar as razões dos seus sofrimentos, provocando mudanças na sua realidade ou aprendendo a conviver com ela sem sofrimento.

Escute esse programa, que foi ao ar no dia 19.07.2012
                      

  

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PORQUE SOU PSICANALISTA 

 




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Gilson Tavares

terça-feira, 17 de julho de 2012

A importância da família para a construção da pessoa - programa 12.07.12


Família não transmite apenas o DNA, transmite também os padrões familiares. E não apenas a família nuclear, mas também a família extensa: avós, tios, pais e avós dos pais e avós, etc.

Fala-se muito na extinção da família, como modelo de formação da sociedade, mas, a família não deixa de existir. O que muda são alguns valores e novos formatos de famílias são criados.

A família é fundamental para o bem-estar, físico e mental, das pessoas. O que contribui para a formação da personalidade e do caráter das pessoas são: a herança genética; o ambiente da concepção e gestação e a primeira infância. Mas, o ambiente familiar tem um peso grande na construção dessa personalidade, contribuindo para a consolidação de traços hereditários ou promovendo mudanças na forma de atuação das pessoas.

Um ambiente de harmonia, logicamente, contribui para a formação de pessoas saudáveis, fisicamente e mentalmente, enquanto que, um ambiente de desordens e agressões só podem contribuir para a formação de pessoas desajustadas e de difícil convivência, consigo mesmo e com os outros ao seu redor.

O ambiente familiar é um espaço construído por todos os membros da família: onde todos contribuem para a formação desse ambiente. Todos recebem influência uns dos outros, e todos também influenciam uns aos outros. Ao contrário do que podemos pensar, não são apenas os pais que constroem o ambiente familiar, mas os filhos também contribuem para essa formação.

Vivemos numa época onde vemos muitos dos valores construídos sendo destruídos, e novos valores sendo construídos. Talvez, possamos perceber que sempre foi assim, a sociedade sempre esteve provocando mudanças ao longo da sua história, mas, também, sempre devemos analisar e avaliar até que pontos as mudanças podem ser saudáveis para a construção das pessoas.

Conflitos familiar são praticamente inevitáveis, e podem até ser úteis, quando são utilizados para o fortalecimento dos vínculos e para promover mudanças que levem à construção de um melhor ambiente de convivência.

Algumas palavras são importantes no ambiente familiar: respeito, limites, tolerância, solidariedade, e todas que sirvam para a construção de relacionamentos saudáveis.

Por essas razões devemos pensar, que famílias queremos construir ?

Como estamos contribuindo para a formação das famílias que queremos para o amanhã ?

Como eu, como família, estou contribuindo, e o que posso mudar para a construção de um ambiente familiar mais harmonioso e saudável ?


Escute esse programa, que foi ao ar no dia 12.07.2012

 



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